Muitos dirão que eles são funcionários, portanto devem se submeter as famosas "linhas editoriais" dos órgãos de imprensa no quais trabalham. Continuo dizendo que eles são livres, ou para seguirem o que lhes manda a consciência, ou para trocarem de trabalho se isso lhes fere essa mesma consciência.
E não é só na imprensa que muitos vivem esse dilema. Não é incomum que funcionários se rebelem contra as políticas dos seus empregadores, por considerá-las pouco apropriadas, anti-éticas ou injustas para funcionários, consumidores ou o meio ambiente.
A isso popularmente chamamos "não vender a alma ao diabo", ou não deixar que alguém violente os nossos princípios para proteger algum interesse pessoal. Para os que se rebelam a situação não é fácil, muitos passam a encarnar a figura do mártir, e ser mártir não é fácil. E até nisso todos são livres: ninguém está obrigado a se tornar um mártir por livre escolha.
