quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A onça e a vara

Já diz o ditado popular que não se deve "cutucar a onça com vara curta". Sei lá, são coisas da sabedoria popular. Eu não vejo porque se deva cutucar uma onça com qualquer espécie de vara. Se o animal não está nos incomodando, melhor deixar pra lá.

Mas essa não é uma forma de pensar universal, tem gente que na falta do que fazer, para utilizar outra expressão popular "fica procurando cabelo em ovo" ou "procurando sarna para se coçar". Como se todos nós já não tivéssemos suficientes problemas com que se preocupar.

Dito assim, parece ser coisa de vagabundo, de quem não tem nada o que fazer. Essa história do reexame da lei da anistia me parece ser coisa do tipo. O governo já está reparando financeiramente os atingidos e as suas famílias, para o resto fica a dúvida: para reparar o mal a alguns, terão que reparar - por uma questão de justiça - o mal de todos.

Pode não estar na memória de todos, mas existem vítimas nos dois lados. Os subversivos da época também fizeram as suas vítimas e não há como punir uns sem punir todos os que, de uma forma ou outra cometeram crimes, seja em nome do que for.

Parece conveniente essa tese da esquerda de que "os fins justificam os meios", não cansam de afirmar, para dar um exemplo, que a história já absolveu Fidel Castro das milheres de morte no paredón na Revolução Cubana. Ué? A história é parcial? Absolve uns e condenado outros?

Por isso tudo é que eu acho melhor deixar o animal em paz...